Nove mil anos de história no Mackenzie
O
Centro Histórico do Mackenzie abriu suas portas para a Exposição
Itinerante "Xingó, 9.000 anos de ocupação
humana". A organização tem a assinatura do Museu
de Arqueologia de Xingó da Universidade Federal de Sergipe (MAX)
que, com muito empenho, mostra um pouco do grande trabalho efetuado,
desde 1985, por todo o País.
No
dia 13 de junho, data da abertura da exposição no Mackenzie,
a equipe do MAX falou dos trabalhos de escavações, reconhecimento
e identificação de todo o material encontrado.
Almir
Souza Vieira Junior, arqueólogo da equipe, detalhou como as equipes
atuam em uma área com cerca de 100 km, que tem na cidade de Canindé
do São Francisco, no Estado de Sergipe, a sede da Exposição
e Pesquisa. Para ele, o mais importante nesse trabalho é a preservação
do patrimônio e cultura da região onde viveram, há
nove mil anos, pessoas com uma estrutura familiar. "Eram grupos
com até 100 pessoas que cuidavam dos seus doentes, tinham religiosidade
e formavam famílias", explica Almir.
O acervo
Em 1985, pesquisadores da Federal de Sergipe localizaram, no município
de Canindé do São Francisco, quatro sítios de registros
gráficos em boqueirões do rio São Francisco. "Hoje
temos 114 sítios arqueológicos, mais de 50 mil peças
e vestígios cerâmicos e líticos, numerosos carvões
e fogueiras estruturadas, mais de 200 esqueletos humanos, além
de centenas de restos faunísticos retirados das fogueiras associadas
aos enterramentos", explica Almir. O arqueólogo aponta,
também, a riqueza da arte rupestre, encontrada próxima
aos afluentes do rio São Francisco ou regiões mais altas,
onde se utilizavam de gordura animal e sangue nas pinturas e gravuras.
"Xingo, 9.000 anos de ocupação humana" esteve
no Rio Grande do Sul, agora visita São Paulo, vai para Minas
Gerais e volta para São Paulo. A exposição no Centro
Histórico do Mackenzie fica até o dia 17 de julho e tem
agenda para visitas escolares.
Contato:
centhistorico@mackenzie.com.br
ou pelo telefone (11) 2114-8661.