Mackenzista

Processo Seletivo 2019 - Grupo de Pesquisa Modelos de Gestão e Eficiência do Estado - Faculdade de Direito

Podem participar alunos do 9º, 10º e formados - processo aberto a formados também de outras instituições.

Não há necessidade de seguir bibliografia para elaborar a redação, apenas permanecer no tema referido no edital.
Término das inscrições: 4/2/2019
Local dos encontros: Universidade Presbiteriana Mackenzie
Periodicidade: mensal

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Morosidade de ações públicas inviabiliza a gestão de pontes

“As reformas são caras e, muitas vezes, não são feitas direito. A Ponte Jânio Quadros, por exemplo, foi reparada há alguns anos. No entanto, o serviço foi tão malfeito que ela está entre as obras emergenciais novamente”, lamenta Eduardo Deguiara, professor de Engenharia Civil do Mackenzie.

Os recursos e serviços disponibilizados pela prefeitura de São Paulo para manutenção de pontes e viadutos não são suficientes para manter o bom funcionamento e segurança das vias. Dos 33 elevados que merecem mais atenção em relação as estruturas, só 8 tiveram vistorias emergenciais aprovadas pelo Tribunal de Contas do Município, com tempo de espera de 120 dias.

Segundo a administração municipal, as vias que vão receber inspeções de emergência são a Ponte da Casa Verde, a Ponte Jânio Quadros (antiga Vila Maria), a Ponte das Bandeiras, a Ponte da Freguesia do Ó e a Ponte Cruzeiro do Sul, todas na Zona Norte. Além destas, a Ponte Tatuapé, na Zona Leste, e a Ponte Presidente Dutra via expressa e a de acesso marginal.

Professor de engenharia civil da Universidade Presbiteriana Mackenzie, Eduardo Deguiara explica que os elevados, geralmente, ficam de 30 a 40 anos sem vistorias preventivas, o que aumenta muito os custos de inspeções e reformas de emergência. Das oito pontes com inspeções, a Jânio Quadros é a mais recente, de 1992.

Segundo o especialista, os serviços aprovados pela máquina municipal suprem mais a demanda de recuperação do que foi deteriorado do que de preservação. “As reformas são caras e, muitas vezes, não são feitas direito. A Ponte Jânio Quadros, por exemplo, foi reparada há alguns anos. No entanto, o serviço foi tão malfeito que ela está entre as obras emergenciais novamente”, lamenta Deguiara.

Além da falta de recursos para reformas e da ausência de manutenção, o professor explicou ao DCI que as pontes paulistanas não foram construídas de forma que facilite obras e reajustes para garantir a segurança.

Para ele, as construções deveriam ter sido projetadas para que em cada 5 anos (tempo mínimo ideal para inspeções), elas pudessem ser levantadas e ter seus apoios renovados, evitando infiltração e fissuras, o que não corresponde à realidade atual.

Para o diretor do Sindicato Nacional das Empresas de Arquitetura e Engenharia Consultiva (Sinaenco), Gilberto Giuzio, a cultura de efetuar manutenção preventiva em pontes e rodovias ainda é fraca. A entidade elabora estudos anuais sobre as condições dos elevados em São Paulo.

A inspeção realizada pelo Sinaenco é feita de forma visual e os dados, que são coletados em cerca de dois dias, servem como um panorama geral das vias da cidade, explica o diretor. Segundo ele, mesmo antes do desabamento da pista expressa da Marginal Pinheiros, no dia 15 de novembro de 2018, a prefeitura já estava aumentando o número de licitações de vistorias de elevados.Devido ao grande número de viadutos comprometidos e aos custos elevados, a prefeitura precisou escolher as situações mais graves para dar prioridade, explica o diretor. Para ele, ainda é incerto apontar uma solução que possibilite a reforma das 33 pontes sem demandar muito dos recursos públicos.

Fonte: Jornal DCI

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